segunda-feira, 23 de novembro de 2009
ACÇÕES (dicionário do grupo)
As acções são transaccionadas na bolsa de valores, onde a sua valorização está sujeite à oscilações constantes. Estas mudanças periódicas no preço dependem de vários factores. A relação entre a procura (pedidos de compra) e a oferta (pedidos de venda) são um dos determinantes dessas oscilações. Volume é um indicador importante, pois representa a quantidade de acções transaccionadas na bolsa. O valor das acções varia cada segundo, por isso tendo perdas na abertura da sessão não quer dizer que o resultado no fecho será o mesmo.
É importante referir dois tipos de análise bolsista:
Análise Fundamental - utilizada para calcular o valor da acção (determinar se o activo é sobrevalorizado, subvalorizado, ou está cotado a um valor justo). Esta analise utiliza rácios tais como PER, EBITDA, PBV, PEG, etcetcetc Existem os mais variados rácios, cada um determina um valor importante, por exemplo, PER (ou P/E ratio - price to earnings ratio) determina dois valores importantes: o "preço" de cada unidade monetária do lucro da empresa e a quantidade de anos que o investidor necessitaria para reaver o capital investido sem ter em conta lucros adicionais como dividendos e imaginando que o preço do activo mantem-se constante. O estudo dos “fundamentos” da empresa é efectuado, essencialmente, pela análise dos balanços e contas de resultados, activos e passivos; condições de concorrência; perspectivas; actuação dos accionistas principais; e, finalmente, rácios, como já foi afirmado atrás.
Análise Técnica - esta análise baseia-se na relação oferta/procura e parte do princípio de que os movimentos históricos tendem a repetir-se. A análise técnica tenta prever a tendência através de métodos matemáticos. Existe ainda a análise cartista que se baseia nas figuras que são desenhadas a partir dos gráficos (são exemplos os triângulos e losangos, que são chamados diamantes). Esta análise financeira baseia-se em três premissas: (1) O mercado sabe o que faz; (2) A evolução dos preços repete-se historicamente; (3) Os preços seguem sempre uma tendência, que pode ser calculada matematicamente.
A Análise Técnica tem ganhado relevo nos últimos tempos, embora a Análise Fundamental tem mais lógica.
Há três conceitos ligados às acções: SEGURANÇAS, LIQUIDEZ e LUCRO.
Mais a frente iremos colocar mais informação sobre este tema.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
OBRIGAÇÕES (dicionário do grupo)
Outra característica importante a salientar é o tipo de taxa praticada. A taxa pode ser de dois tipos:
- Taxa fixa - obrigações deste tipo são vantagosas se, a prazo, as taxas de juro descerem. Isso porque a taxa concordada na data de aquisição irá manter-se sempre até expiração do prémio, e se as taxas descerem a partir da data da aquisição, as obrigações em questão permitirão maiores prémios daí a subida do seu preço no mercado obrigacionista.
- Taxa variável - neste caso o investidor será prejudicado se a evolução das taxas de juro for descendente, pois a taxa com que se iniciou a posição era superior que a prazo. Este tipo de obrigações são compradas por investidores que aguardam subida de taxas de juro. Este processo tem maior probabilidade de acontecer na retoma economica depois de uma queda. A situação actual seria favorável para o investimento nestes activos, pois com o abrandamento da crise actual e um certo "renascimento" da economia mundial é de esperar uma subida de taxas de juros daqui há 3-4 anos.
O maior perigo associado às obrigações é a alteração brusca na conjuntura económica. No caso das obrigações privadas, a falência do emitente levará à perda total do capital investido por parte do investidor. Nas obrigações públicas, o risco associado é menor, no entanto altos níveis de inflação poderão "queimar" ou mesmo "evaporar" o juro.
As obrigações dizem-se activos bastante seguros, no entanto obrigações de muito longo prazo como as de 10% ou 20% são bastante arriscadas. Imagine que um engenheiro sem qualquer conhecimento financeiro adequire obrigações, pois disseram lhe que é uma aplicação segura. O objectivo dele é que até a altura da sua reforma essas obrigações lhe acumulem alguns juros, por isso adequire obrigações públicas (certificados de aforro) com prazo de 20 anos. Na altura de aquisição o país vive um crescimento espectacular com PIB a aumentar mais de 10% ao ano. O engenheiro está muito contente porque quando for para a reforma terá dinheiro suficiente para fazer viagens e acabar a velhice sem problemas financeiros. Mas algo de imprevisto aconteceu - nem os melhores eoconomistas o conseguiram fazer - depois de um crescimento extraordinário, o país onde o engenheiro vive entrou num período de inflação galopante. O que acontece com os rendimentos "seguros" provenientes das obrigações? Eis o que acontece, o engenheiro recebe 5% de prémio por ano (o que é uma taxa bastante elevada para obrigações públicas), mas os preços para os produtos de primeira necessidade sobem 20% no mesmo espaço de tempo, e aí o pobre engenheiro percebe que em vez de ter rendimento garantido durante 20 anos, tem perdas no valor de 15% anualmente. Pobre engenheiro, já não poderá fazer viagens, nem viver a velhice como ele queria.
Em resumo, a aplicação das poupanças em obrigações/certificados de aforro pode ser bastante arriscada. O risco cresce com o prazo - quanto maior o prazo de devolução, mais arriscado é aplicar o capital em obrigações.
Bons investimentos!!!
VFS
O nosso objectivo não é generalizar, mas pelo contrário, ir ao pormenor da questão para perceber o tema por dentro.
Começamos a experiência por escolher o nome do nosso portfólio: VFS que significa «VIRTUAL FINANCE SOLUTIONS» e provem do nome dos três elementos do grupo: Vasile, Fábio e Serghei.
O próximo passo a dar é iniciar o nosso estudo da bolsa portuguesa (iremos transaccionar activos portugueses, somente, preferencialmente acções).
Iremos actualizar o blogue com qualquer novidade e explicar todos os progressos. Se não haverem novidades na questão do portfólio iremos adicionar dados estatísticos, teóricos e outros não relacionados com o portfólio.
Introdução&Objectivos
O título do blogue (e do trabalho) fala por si, o mercado e mais propriamente a Bolsa são o elemento fundamental para o desenvolvimento social, económico e político do país.
Na nossa opinião as pessoas desvalorizam e/ou desconheçem a importância da Bolsa no quatidiano de cada um de nós. É verdade que as oscilações bolsistas diárias são especulativas e psicológicas e influênciam pouco o nosso quatidiano, mas a evolução da economia está estritamente ligada a "saúde" da Bolsa e é desta forma que qualquer pessoa é influenciada pelo mercado.
Os nossos objectivos são demonstrar a importância atrás descrita e tornar este tema mais interessante, pois, pelo que temos observado até hoje a área financeira e a actividade bolsista tem mã fama entre os jovens da nossa idade.
O nosso trabalho irá englobar três esferas:
- Teórica
- Historial
- Prática
Na parte teórica iremos estudar as várias estratégias especulativas, sua aplicação na bolsa e outras matérias de cariz teórica mas com algum sentido na aplicação real. Iremos igualmente investigar a história da jovem bolsa portuguesa e as raízes da bolsa. Finalmente, na parte prática (e a mais importante) iremos realizar várias actividades com a turma, iremos constituír um portfólio virtual (com o objectivo de aprender o processo de investimento, de forma a aproximar a nossa experiência à realidade) e aplicar os conhecimentos adequeridos na parte teórica na prática.
Para que o nosso trabalho seja mais dinâmico e vivo iremos estudar a bolsa portuguesa e levar sempre um paralelo real, pois o nosso objectivo principal é adequerir conhecimento aplicável a prática e partilha-lo com os interessados.
12ºF